Eu descobri então a um tempo
atrás,
mas menos tempo do que aquele que acredito ter iniciado meu profundo buscar pelo amor,
mas menos tempo do que aquele que acredito ter iniciado meu profundo buscar pelo amor,
que vivo a própria crítica do Dom Quixote.
Para quem não
sabe, trata-se de uma obra da literatura espanhola,
cujo protagonista crê ser um
nobre cavaleiro, romântico, apaixonado, aventureiro.
Porém, seu mundo “real”
não é o das grandes novelas cavalheirescas.
Fora de sua época ele não passa de
um louco.
E todos/as entendem: essa obra conta a história de um cidadão
que acredita ser um nobre cavaleiro,
que acredita ser um nobre cavaleiro,
porém, fora de sua época, pois na verdade Dom
Quixote é um louco.
Louco!?
Por tentar trazer para seu mundo novamente o amor
romântico,
que foi deixado junto com os desavanços industriais.
Sinceramente,
ele é um louco!
Só pode ser um lunático!
Descobri que Dom
Quixote também é uma crítica a enlouquização do amor!
Será que é este velho que
está louco?
Porque não é a sociedade?
Após anos de auto-maltrato, após ricas e profundas mudanças científicas, quem enlouqueceu?
Após anos de auto-maltrato, após ricas e profundas mudanças científicas, quem enlouqueceu?
Dom Quixote estava lá buscando por seus ideais.
Ideal para
nós virou sinônimo de comunismo e fanatismo.
Palavra mal dita. Qualquer ideal
revela nossas crenças e fraquezas.
Nossa demora, atraso, infância.
Nossa demora, atraso, infância.
Não podemos
deixar isso transparecer!
Nisso tudo, eu me sinto o próprio Dom Quixote,
lutando em meu
tempo para convencer outros/as de que amor não é ruim!
Não é a causa de todos
nossos males! Não mata nações! Não produz pobrezas e guerras!
Amor é bom! E
belo!
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