quinta-feira, 26 de abril de 2012

Dom Quixote e aquele amor que nós perdemos...


Eu descobri então a um tempo atrás,
mas menos tempo do que aquele que acredito ter iniciado meu profundo buscar pelo amor, 
que vivo a própria crítica do Dom Quixote.
Para quem não sabe, trata-se de uma obra da literatura espanhola, 
cujo protagonista crê ser um nobre cavaleiro, romântico, apaixonado, aventureiro.
Porém, seu mundo “real” não é o das grandes novelas cavalheirescas. 
Fora de sua época ele não passa de um louco. 
E todos/as entendem: essa obra conta a história de um cidadão
que acredita ser um nobre cavaleiro, 
porém, fora de sua época, pois na verdade Dom Quixote é um louco. 
Louco!?
Por tentar trazer para seu mundo novamente o amor romântico, 
que foi deixado junto com os desavanços industriais. 
Sinceramente, ele é um louco! 
Só pode ser um lunático! 
Descobri que Dom Quixote também é uma crítica a enlouquização do amor! 
Será que é este velho que está louco? 
Porque não é a sociedade?
Após anos de auto-maltrato, após ricas e profundas mudanças científicas, quem enlouqueceu?  
Dom Quixote estava lá buscando por seus ideais. 
Ideal para nós virou sinônimo de comunismo e fanatismo. 
Palavra mal dita. Qualquer ideal revela nossas crenças e fraquezas.
Nossa demora, atraso, infância. 
Não podemos deixar isso transparecer! 
Nisso tudo, eu me sinto o próprio Dom Quixote,
lutando em meu tempo para convencer outros/as de que amor não é ruim! 
Não é a causa de todos nossos males! Não mata nações! Não produz pobrezas e guerras! 
Amor é bom! E belo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário