sexta-feira, 27 de abril de 2012

A princesa, seu pai e seu piquete


Vem ao pai a mulata pedir, dócil e destemida, com ares de sonhadora.
Veja, majestoso pai, descobri, depois de muito pensar,
Qual será para mim teu nobre presente.
Pôs-se o pai, rico e admirável senhor daqueles lugares
Por onde andam aqueles que tudo podem, a indagar:
Pedes filha, ora! Senão agora, que outra hora terei deleites de realizar-te?
Será então, meu altivo pai, uma não breve nem rasa noitada
Que como regalo me darás
E com aquele com o qual eu não tenho me apaixonado
Mas desejo o corpo e tudo o mais.
Será também, pai do meu coração, a caminho do paraíso e dentro de um furgão
Que com aquele que anseio me deitarei e suarei e gritarei.
Desconfiado responde o pai, e ainda muito temeroso.
Mas se está é tua vontade e que seja, como serei visto eu,
Se por aí sai minha filha a se esbaldar e lambuzar com qualquer rosto da praça
Sem antes que eu tenha, com respeito à segurança
Lhe provido de um cabra de raça macha que lhe ofertará sua escolta armada?
Já delirante e concupiscente, responde a filha ao nobre pai
Veja meu pai, quem seria pois, se não este cuja macheza tantas vezes já provei.






Nenhum comentário:

Postar um comentário